Desintoxicando: Corpo e Alma

Olá, olá! Pensaram que eu tinha abandonado o barco, ou melhor, o blog, né? Só que não! 😂😅

Estava há 1 mês e 4 dias sem escrever porque foram dias difíceis, estranhos, de dor, enfim… difíceis dá pra entender. E pensando sobre o título desse texto e sobre o que deveria escrever algumas ideias vieram e foram embora na mesma velocidade, admito… rsss. Porém, nos últimos dias uma palavra tem sido importante para mim: desintoxicar. Vocês já vão entender!

Por causa das dores constantes da endometriose, que inclusive me levaram a um “passeio” pelo pronto socorro semana passada, precisei procurar uma nutri e começar uma transformação em minha alimentação, algo que já sabia que teria mesmo que fazer em breve… Então, no último sábado comecei a chamada lowcarb e desde então, não estou comendo carboidratos e nem açúcar (nada de arroz e feijão, nem trigo, pães e etc… aiiiii! 😟), no intuito de diminuir a ação inflamatória da comida que atua em conjunto com a benção da endo. 

Obviamente que meu corpo está no início de um processo de desintoxicação, vai desinchar (porque a nutri disse que eu estava retendo muito líquido! 😮) e se Deus quiser diminuir ou acabar com aquilo que está me fazendo mal. Diante dessa mudança (e meus amigos, vou dizer: que mudança! Toda a rotina é alterada, dá muito mais trabalho porque agora preciso estar na cozinha mais tempo, fazer 2 tipos de comida, enfim) comecei a pensar sobre algumas coisas que aconteceram e que identifiquei que preciso desintoxicar.

Há um mês, mais ou menos, fui na semana da beleza de um mercado e na hora da fila para pagar, assim como a maioria das pessoas, fiquei em uma fila e meu esposo na do lado para ver qual andaria mais rápido. De repente quando vi que a que eu estava seria mais rápida, o chamei, foi quando aconteceu algo que nunca tinha passado: um homem bem vestido, com pinta de classe média (pra não dizerem que pobre é que faz essas coisas) simplesmente começou a gritar: “aqui não, meu amigo, aqui não.” Expliquei que não estávamos furando fila, que meu esposo estava comigo e blá blá blá, mas não adiantou, ele levantou o dedo e bem agitado ficou dizendo que eu só iria levar naquele caixa o que estava na minha mão e que ele deveria ficar no outro caixa… obviamente que meu sangue subiu… respirei e falei que ele poderia ficar no meu lugar na fila porque não estávamos errados ou furando fila, estávamos na fila e na frente dele inclusive, mas como nos dias de hoje não sabemos o que pode acontecer numa simples discussão como essa, engoli muito chateada e deixei ele no meu lugar, abandonei a fila onde estava e fui para a que meu esposo estava, que inclusive pediu perdão ao maluco pelo acontecido! 

Fiquei super chateada com a situação porque estava no meu direito. Obviamente fiquei com medo, vai que o cara nos espera no estacionamento armado. Mas o que me chamou muiiiito a atenção foram as reações: a do maluco, a do meu marido e a minha. Vamos lá:

1 – O maluco: ou o cara simplesmente estava num dia ruim ou é muito problemático para querer arrumar briga por causa de uma fila de mercado.  

2 – Meu marido: Ricardo sempre diz que hoje precisamos pedir desculpas se alguém pisar no nosso pé. Ele sempre tenta agir amenizando a situação, sempre tenta agir como Jesus agiria. Não falo isso pra dizer que ele é melhor do que todo mundo, mas sem dúvidas, numa situação dessas ele é melhor do que eu!

3 – Eu: pessoa que luta com a justiça própria desde que nasceu, eu acho, rsss. Fiquei extremamente chateada, nervosa e não fiz nada diante do ocorrido, a não ser ficar reclamando baixinho com meu marido… 🙈

Depois de algum tempo, sempre que me lembro dessa situação vejo como preciso me desintoxicar, como minha alma precisa todos os dias estar limpa de tantas coisas que passo no dia a dia. É tão difícil sofrer qualquer tipo de injustiça que seja e se calar. Nossa alma mais do que automaticamente dá um grito: É MEU DIREITO! Como é difícil abrir mão do nosso direito quando de fato o podemos exercer.

Enquanto escrevo, creio que por inspiração do Espírito Santo, me veio a passagem do negue-se a si mesmo. Jesus disse que deveríamos negar a nós mesmos com o intuito de seguí-lo e há umas 2 semanas, ouvi uma mensagem exatamente sobre esse tema. O pregador dizia que o negar-se era literalmente naquilo que eu queria fazer em determinados momentos (como a justiça própria no mercado), mas não faria, abriria mão por ter escolhido viver uma vida de cruz. Só para lembrar, a cruz não tem rosas a enfeitando, ou seja, não é porque escolhemos tomar uma atitude de negar a algo que queremos ou gostamos de fazer que isso não vá doer. Não acredito nesse papo de que “se é de coração vai fazer rindo”… Fiquei pensando se isso não teria a ver com desintoxicar-se. Para que isso aconteça, preciso não fazer o que queria, abrir mão daquilo que eu acreditava que era certo ou bom para mim em prol de algo maior, da mudança que espero e preciso, concorda?

Acho que desintoxicar é negar a si mesmo. Como posso dizer que mudei minha alimentação se não abandonei os velhos hábitos que eu GOSTO? Sim, que eu gosto, porque a verdade disso é que muitos de nós gostamos e cultivamos nossos hábitos e muitas vezes nos orgulhamos de sermos assim. Nos orgulhamos de ser brigões, de resolver no grito, de magoar as pessoas com palavras e alguns até mesmo fisicamente. Já fui muito mais assim do que hoje, tinha uma época em que eu tinha necessidade de expor minha opinião no grito, guela a baixo… a vida foi ensinando e Deus também. 

Sendo assim, você acha mesmo que vou ver mudança em relação as dores? O mesmo é com a alma. Como me desintoxicar das coisas que me arrastam para a justiça própria e outras coisas se ainda não escolhi não falar umas boas pro cara que foi suuuuper grosso no mercado???  

Fica a reflexão…🤔😐

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